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11-03-2021

Prefeitos da AMEG pedem novas vagas de UTI e alinham compra de vacinas






Quinze municípios da Microrregião do Médio Rio Grande reuniram-se de forma extraordinária em Passos nesta quinta-feira (11). Em pauta a transferência de pacientes COVID-19 de outras macrorregiões da saúde em Minas Gerais para os municípios da Microrregião de Passos e São Sebastião do Paraíso. Também foi discutida a viabilidade da compra coletiva de vacinas através de consórcio público. O encontro aconteceu no período da manhã na sede da AMEG. Estiveram presentes os prefeitos e representantes de Alpinópolis, Capetinga, Capitólio, Cássia, Delfinópolis, Doresópolis, Fortaleza de Minas, Guapé, Ibiraci, Passos, Pimenta, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José da Barra e São Sebastião do Paraíso.

Alguns hospitais da Macrorregião Sul já se encontram com ocupação total dos leitos de UTI exclusivos para pacientes COVID-19 em estado grave. A Santa Casa de Alfenas é um dos estabelecimentos que, neste início de março já se encontrava com 100% de ocupação dos leitos e já recusa a internação ou transferência de pacientes através do SUS-Fácil. Como os municípios da AMEG compõem o sistema pela Macrorregião Sul da Saúde e alguns estão com de leitos de UTI disponíveis e ocupação relativamente baixa nas faixas entre 50% e 60%, a tendência é que sejam solicitadas as transferências de unidades hospitalares de Alfenas, Poços de Caldas e outros municípios que não estão conseguindo atender às demandas de internação para Passos e São Sebastião do Paraíso.

Para o prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo de Morais, os municípios da região devem alinhar as ações para ganhar força perante às demandas que se aproximam, principalmente quanto à transferência de pacientes de outras Microrregionais da Saúde para Passos e São Sebastião do Paraíso. “Nós estamos fazendo a nossa parte e os resultados da região são muito bons, por isso temos leitos disponíveis. A partir do momento que começamos a receber pacientes de outras regiões, o risco de colapso de nossas Santas Casas é iminente. Então, nada mais justo que haja, através do Estado de Minas Gerais, uma contrapartida via credenciamento de novos leitos COVID-19”, comenta Morais.

Os prefeitos da região não estão confortáveis com a possibilidade de transferências de pacientes para Passos e São Sebastião do Paraíso já que, apesar de haver leitos disponíveis, foi identificado o aumento no número de infectados e também de óbitos nas duas últimas semanas. “Diariamente nós estamos vigilantes e dando as respostas, tomando providências conforme são identificadas as situações nos municípios. Apesar de haver leitos credenciados pelo SUS disponíveis, em caso de transferências de outras microrregiões, o índice de ocupação, que é o parâmetro usado para determinar em que onda os municípios estão, causará um desequilíbrio muito grande e vai prejudicar as atividades públicas e também o comércio e o setor produtivo, ainda que estejamos cumprindo as exigências do Minas Consciente e também do Ministério da Saúde”, explica Paulo Sérgio Leandro de Oliveira, Serginho, prefeito de São José da Barra e presidente da AMEG.

Outro assunto discutido na reunião foi a compra coletiva de vacinas contra COVID-19 através do Consórcio Público AMEG. Para os prefeitos presentes, o fato do consórcio já estar estruturado será um facilitador para aquisição de vacinas através de um único certame uma vez que outros consórcios, o da Frente Nacional de Prefeitos por exemplo, ainda estão em fase de estruturação. “O Consórcio AMEG já reúne as condições de abrir um processo de compra e isso é um facilitador para os 22 municípios que o compõem. Como há decisões judiciais que permitem aos Municípios, consórcios e Estados comprar a vacina independente do Ministério da Saúde, nós vamos garantir a possibilidade dessa compra. Cada município levantará a sua demanda e se as vacinas do MS não chegarem nós já vamos nos antecipar e realizar essa compra e garantir à nossa população a segurança e o retorno das atividades o mais breve possível”, explica Serginho.

A reunião foi concluída com a deliberação dos prefeitos para o envio de um ofício à Superintendência Regional de Saúde de Passos solicitando o credenciamento de 10 novos leitos de UTI para a Santa Casa de Passos e 10 novos leitos para a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso. Também ficou definido que o Consórcio AMEG amplie o contato com os laboratórios considerando todas as vacinas disponíveis no mercado para conhecimento dos valores e a capacidade de fornecimento em termos de prazos e volumes.

Novas variantes preocupam

Os prefeitos da AMEG que se reuniram nesta quinta-feira em Passos para discutir a situação dos leitos de UTI COVID-19 e aquisição de vacinas estão preocupados com as novas variantes do COVID-19. Estudos vem mostrando que as novas cepas do novo coronavírus, em especial a variante de Manaus, P1, que apresenta um maior potencial de contágio além de ter um espectro maior ampliando os grupos de risco.

Alguns prefeitos já se antecipam e endurecem as medidas para evitar o aumento de infecções e óbitos por COVID-19, principalmente as novas variantes. Alpinópolis, por exemplo, estabelecerá a Lei Seca e Toque de Recolher. “A partir desta sexta-feira haverá proibições específicas para a venda e consumo de bebidas alcoólicas, não será permitido o aluguel de ranchos e sítios, eventos que provoquem a aglomeração também estão suspensos e as aulas em estabelecimentos de ensino privados estão suspensas por pelo menos 10 dias. Infelizmente, parte da população não está seguindo os protocolos, principalmente os jovens, assim, não nos resta outra alternativa a não ser endurecer as regras”, explica o prefeito Rafael Henrique da Silva Freire.

O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo de Morais, está muito preocupado com as novas variantes do coronavírus. “Pelo alto potencial de contágio e pela possibilidade de infecção para outras faixas etárias como crianças de 4 ou 5 anos, nossa vigilância deverá ser redobrada nos próximos dias e próximas semanas. É uma situação muito complicada porque nesse momento a nossa região é como uma ilha de normalidade enquanto outras muito próximas a nós já estão próximas de colapso”, comenta o gestor.

De uma forma geral os prefeitos e secretários municipais presentes entendem que medidas de contenção devem ser adotadas de forma simultânea entre todos os municípios que compõem a microrregião. Houve um consenso em pensar e agir de forma sintonizada em todos os municípios para que não aumentem os números de doentes e óbitos na região provocando um colapso no sistema de saúde.

“Tudo o que nós, através da AMEG, pudermos fazer para ajudar a conter o vírus na região nós vamos fazer. Estamos trabalhando para que a situação continue estável e que chegue a vacina o mais rápido possível antes que a pandemia fique descontrolada e novas vidas sejam perdidas”, encerra o prefeito de São José da Barra, Paulo Sérgio Leandro de Oliveira.








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